Campus Online vai além e mostra que leva inclusão a sério

O Campus Online colocou o foco sobre a inclusão e está se saindo muito bem. Além de tags e descrições, um vídeo todo em LIBRAS é o destaque da semana

 

No início do semestre o Campus Online prometeu não apenas fazer jornalismo experimental e de qualidade, o desafio era maior: ser inclusivo e personalizar os conteúdos para que deficientes auditivos e visuais conseguissem acompanhar as notícias da Universidade de Brasília. Com o vídeo que vi semana passada, a edição do Campus Café toda em LIBRAS, mas não só por isso, creio que o objetivo está sendo cumprido. Por isso, parabenizo toda a equipe.

A produção foi histórica e não fui o único a perceber isso. Até o momento que escrevo eram 18 compartilhamentos, 14 comentários e duas mil visualizações. Números impressionantes, que mostram que conteúdo de qualidade reflete em boa audiência.

À parte esse fato excepcional, para o qual tive que dar a devida atenção, a produção continua indo bem no Facebook com a cobertura dos jogos internos da UnB, no Instagram com fotos muito boas e com frases de grandes personagens da Universidade.

Já o Twitter e o site aparecem como o destaque “mais ou menos”. Porque ambos tiveram trabalhos muito bons durante as últimas semanas, mas ainda sofrem com problemas recorrentes. Na dia 3 de novembro, por exemplo, o Campusito noticiou muito bem a queda de energia no ICC. Contudo, a linguagem usada não era a mesma que mais aparece na TL.

Além disso, o tweet que pergunta sobre laboratórios que sofrem com a falta de luz foi escrito como alguém que procura pauta, não como um veículo que quer complementar seu trabalho com interação com o público. Creio que os leitores não se importam nem um pouco em compartilhar suas experiências com o personagem, mas se sentirem que estão sendo convidados a fazer o trabalho que deveria ser o veículo o apelo diminui muito.

Enquanto isso, no site do Campus Online é possível encontrar uma das matérias mais completas e cheias de conteúdo exclusivo já escrita nessa edição do jornal. O ping-pong, como é chamada uma entrevista rápida com perguntas e respostas transcritas, com Carl Hart está ótimo. Ainda há na matéria um áudio da reitora da UnB, ótimo trabalho dos repórteres.

Mesmo assim, o site ainda sofre com o baixo fluxo de matérias. Na capa, das três matérias abaixo dos destaques duas foram citadas por mim em meu primeiro Ombudsman. Este é o terceiro e elas continuam lá.

 

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