Terceirizados enfrentam irregularidades nas demissões

Educação

Em 2018 já foram quase 500 demissões de trabalhadores terceirizados. São funcionários que trabalhavam em serviços básicos para o funcionamento da nossa universidade, como limpeza, portaria e manutenção. “Muitos desses trabalhadores estavam há muito tempo na UnB e têm pouca qualificação para enfrentar o mercado de trabalho”, lamenta Mauro Mendes, desligado nesta segunda-feira (5). O ex-servidor da prefeitura trabalhava há 23 anos na instituição e afirma que terceirizados demitidos estão tendo os seus direitos trabalhistas respeitados: “Os 15 servidores que eram do meu setor, pelo menos, estão recebendo os benefícios adequadamente”, relata.

Mauro é morador de Planaltina de Goiás e conta que a sua situação é semelhante à da maioria dos terceirizados que foram mandados embora: pessoas de baixa renda e moradores da periferia, fatores que dificultam bastante o retorno ao mercado de trabalho. “Com essa crise está muito complicado arrumar outro serviço. Na minha vida eu só tenho experiência de portaria mesmo”, conta dona Raimunda Marques dos Santos, 48 anos, moradora do Paranoá, que foi porteira durante oito anos do Pavilhão João Calmon e uma das desligadas durante a crise orçamentária da instituição. A ex-servidora afirma ter curso de vigilante, assim como Lucimone Gonçalves Lima, 47, ex porteira da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU).

Saiba mais sobre os terceirizados

Ambas reclamam ter recebido somente a rescisão até o momento. “A empresa falou que o valor do aviso prévio veio junto com a rescisão, mas o valor recebido não condiz com a realidade”, conta Lucimone, que afirma que só recebeu R$ 1999,79 até o momento e que está acionando o advogado para resolver a situação. A empresa onde as duas trabalhavam é a Servite, do ramo de limpeza e portaria, contratada pela UnB.

Apesar da conjuntura econômica não estar favorável, Lucimone não perde o otimismo: “Estamos passando por um momento muito difícil, mas nada é impossível”, declara a moradora de Ceilândia Sul, que ainda conta acumular experiência de vigilância e segurança enquanto trabalhava na universidade, apesar de no contrato indicar somente o serviço de porteira.  

Por Naum Carlos

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *