Diversidade de histórias que marcam relacionamentos na UnB

Comportamento

A universidade é um local de conhecimentos que vão muito além do tripé de ensino, pesquisa, extensão. Este ambiente em que a maioria começa a fazer parte no final da adolescência, e nele permanece por longos anos, permite e incentiva a formação de diversas relações interpessoais. Muitos, a partir deste momento, frequentam suas primeiras festas, realizam seus primeiros debates e desejos; exploram todo um novo universo e a si mesmos. Esta vivência permite que se conheçam novas pessoas, novos amigos e inclusive novos sentimentos.

O amor, apesar das dificuldades encontradas, resiste neste pequeno mundo que a universidade representa: seja no envolvimento de pessoas entre atividades letivas ou no caminho entre elas. Neste dia dos namorados, o Campus Online traz três histórias de amor bem lindas que permeiam o universo desta tão querida UnB.

 

Amor de longa data

Carla Antloga, atualmente professora de psicologia da UnB, e Thales Caetano, médico, são um daqueles casais de uma longa história, cheia de idas e vindas. Foram quase 15 anos de espera desde que se conheceram na UnB até finalmente acontecerem reencontros que os levaram a se casar em 2014.

Tudo começou por volta de 1999, quando Thales, ainda um calouro do curso de psicologia, ofereceu uma carona para Carla, já veterana. Na época os dois moravam em Taguatinga, e assim foram ficando amigos cada vez mais próximos.

Alguns anos depois, Thales a pediu em namoro. Porém, por estarem em momentos diferentes da vida, ela não aceitou. “Eu já estava estudando para o mestrado enquanto ele matava aula no píer”, explica Carla. De qualquer forma, isso não influenciou muito a relação entre os dois, e as caronas se mantiveram. “A gente, inclusive, tem posições políticas bem distintas até hoje. Naquela época batíamos boca por isso. Ela ficava três dias brigada comigo, ficava no carro de cabeça virada pro lado por toda a viagem, mas continuava indo e voltando da UnB comigo do mesmo jeito”, expõe Thales.

 

Ensaio para prévia do noivado de Carla Antloga e Thales Caetano

Tempo depois, Carla se formou e os dois se distanciaram. Ela se casou com outra pessoa, teve um filho. Neste meio tempo, Thales também se formou em psicologia. No entanto, continuou estudando, desta vez medicina. Foram 11 anos distantes um do outro, com poucos encontros episódicos. Um exemplo é a vez em que se esbarraram por acaso e resolveram tomar um café. “Foi um dia estranho. Eu estava casada e com um filho recém-nascido. Nem tivemos assunto, mas houve um clima esquisito”, expressa Carla. E também a ocasião em que, ao prestar o concurso para ser professora, ela passou por um momento de muita ansiedade e o chamou para que fosse ao local da prova ajudá-la a se acalmar. “Mas em nenhum desses momentos houve algo. Nem no tempo da faculdade, nem nesses encontros depois”, acrescenta Thales.

Foi somente no final de 2012, após diversas situações, que finalmente começaram um relacionamento. Pouco mais de um ano depois se casaram, e atualmente têm um filho de dois anos. Por causa da liberdade e possibilidades relativas à Universidade, ambos consideram que a relação não teria sido a mesma sem a UnB. “Eu sou de esquerda, ele de direita. Nossas diferenças são muitas. E a UnB permitiu a gente viver dentro de uma relação de muita honestidade, de ser quem éramos mesmo. Ela nos mostra como é possível conviver com diferenças e que tudo bem ter diferenças”, declara a professora.

A universidade marcou tanto a trajetória do casal que o álbum de noivado foi fotografado por lá, em diferentes locais do campus.

 

 

 

 

 

Amor de calouras

Odara e Deborah são do curso de Geologia, segundo semestre, e estão juntas há pouco mais de seis meses. No ano passado, ingressaram em seu primeiro semestre de UnB e pegaram várias matérias na mesma turma; apesar disso, não conversavam muito. Na verdade, sentiam até uma inimizade recíproca. Tudo por causa de um churrasco, festa que os calouros teriam que arrecadar dinheiro e organizar para os veteranos do curso.

Deborah fazia parte do grupo mais animado na organização do evento, ao passo que Odara não tinha tanto interesse. “Eu não ia no churrasco e cada aluno tinha que pagar uns 20 reais, aí ela ficava cobrando esse dinheiro e eu tinha raiva. Foi assim que a gente se conheceu”, expressa Odara.

“Ela e mais outra parte da turma não ajudavam em nada no churrasco. Fiquei pistola também”, expressa Deborah. De acordo com as duas, a irritação correspondida foi embora juntamente  ao tal do churrasco. “Quando passou e os veteranos pararam de encher o saco não tinha mais motivo pra ter desavença”, complementam.

O próximo contato mais pessoal aconteceu em num dia em que elas e a turma passaram a tarde na UnB à espera de uma palestra que começaria às 17h. Resolveram então ir para o Cageo (Centro Acadêmico de Geologia) e passaram um bom tempo jogando truco. “Depois fomos para um HH (happy hour). A gente se beijou, só que a Deborah não lembra. Eu estava até ficando com outro menino, e aí ela me disse que eu era a crush dela”, descreve Odara. Após esse dia, passaram a conversar mais.

 

 

Déborah à esquerda e Odara à direita, durante uma das saídas de campo

No curso de Geologia são comuns as saídas de campo. São pequenas viagens que permitem que os alunos vejam e identifiquem na prática o que foi passado durante as aulas. Foi numa dessas saídas, em Teresina de Goiás, que as meninas se tornaram ainda mais próximas. Em uma das noites, após o dia de estudos realizados, Deborah relata: “No segundo dia, a gente estava lá no quarto e eu queria muito beijá-la, mas infelizmente tinha medo. Depois fomos para o bar, e aí ficamos”.

Ambas concordam que a UnB foi muito importante para o relacionamento. Além de ser onde se conheceram, tiveram muitas experiências que o ambiente universitário proporciona. Por exemplo, o fato de quase toda quinta-feira esperarem o início de palestras no fim da tarde, as saídas de campo e os Happy Hours. “Eu queria agradecer também ao RU (Restaurante Universitário), porque ele fez a gente comer juntas”, relata Odara, e Deborah acrescenta: “Acho que fazer refeições juntas aproxima as pessoas”.

Amor muito antes da UnB

Relação que vem muito antes da UnB e  do interesse  em um namoro. Geovana, do quinto semestre do curso de Letras Estrangeiras Aplicadas, e Ana Carolina, do segundo semestre de Tradução Francês, já possuem um relacionamento de longa data. Ainda assim, a UnB não deixa de ser um fator importante. Nessa história, amor e amizade não estão assim tão longe.

E aí, você fazia ideia que existem essas histórias massas assim por aqui?

*Todos os arquivos de mídia foram cedidos pelos respectivos casais

 

Texto: Giullia Vênus

Arte: Thifany Batista

One Reply to “Diversidade de histórias que marcam relacionamentos na UnB”

  1. Melissa disse:

    Que fofo!! Ameiiii

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