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Faculdade de Comunicação
Universidade de Brasília

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Há uma década eles fazem a alegria da capital e de todo Brasil

Lucas Alves

 

Grupo de teatro brasiliense, Felipe Gracindo, Fred Braga, Rodolfo Cordón e Benetti Mendes, formam a Cia. de Comédia Simplesmente G7, que esse ano comemora uma década de existência, o reconhecimento do público e muitos prêmios recebidos ao longo dessa trajetória. Venceram o concurso “Criação Teatral Volkswagen” em 2004, de curadoria do diretor de teatro e ator Antônio Abujamra, o Festival Internacional de Esquetes de Gravataí, em cinco categorias, e ainda, o júri popular no Sesc Esquetes Show em 2001, ano de início de suas atividades.

 

Eles apresentam uma forma diferenciada de organização do grupo, não possuem um diretor ou alguém específico que oriente o set e a encenação teatral. Acreditam que funcionam melhor quando  os quatro integrantes participam efetivamente do desenvolvimento de cada ato. Garantem que não há confusão e a criação de todos é livre e respeitada pelos demais.

 

Com a fórmula onde cada espetáculo tem que ser sincero, bonito, engraçado e com uma mensagem de reflexão a ser passada adiante, eles atingiriam a marca de mais de 1 milhão de espectadores,  temporadas bem sucedidas em diversas cidades, como Rio de Janeiro e São Paulo, além de esgotar as bilheterias dos espetáculos na capital federal.

 

O próximo desafio é a releitura do espetáculo “O advogado que viu Deus, o diabo e voltou pra terra” com estreia prevista para novembro.

 

Confira a entrevista que o grupo concedeu para a Web TV do Campus on line.

 

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Domingo, 16 Outubro 2011

22 comentários

  • Link o comentário Rodolfo Cordón Quarta, 26 Outubro 2011 postado por Rodolfo Cordón

    Digníssimo Guilherme,

    Eu, ao contrário de você, fiquei muito feliz com o seu comentário! Como disse, adoro debater, argumentar, discutir o teatro. E ainda ganhei uma nova expectadora! VIVA! :*

    É certo que não tenho muito que debater com você pois não há argumentos, fundamentos, conteúdo, absolutamente nada que você tenha dito que faça qualquer sentido. São apenas opiniões suas, julgando esse ou aquele tipo de teatro, dizendo se a piada é sexista ou se a produção é isso ou aquilo, e quem realmente mereceria ganhar dinheiro está se fudendo - discurso padrão de frustrados - porque os "ignorantes mal formadores de opiniões" - no caso a gente - estão ocupando o seu espaço. Enfim, um tijolo de asneiras em cima do outro, juntados com um cimento de má qualidade até na forma de expressar as suas opiniões, na minha opinião, ridículas.

    Deveria prosseguir apenas o debate de ideias e não perder tempo com meras opiniões. Mas não pude deixar de escrever aqui mais uma vez, para, quem sabe, conseguir mais uma expectadora! (VIVA!). Sua visão de teatro me parece muito conservadora e ultrapassada. Ao menos, desinformada (isso é ruim pra jornalista). Explico. Na sua noção tão dileta e profunda de teatro, disse que a produção da peça "Manual de Sobrevivência ao Casamento" (este é o nome dela) era enorme, e que gostou mais da peça do Concurso. Olha só que curioso Guilherme, a produção da peça do Casamento foi muito mais barata do que a do Concurso Público (equívoco seu!). E foi feita QUATRO ANOS depois. Vixe, ques moral eu dei agora! hehehehe... Brincadeira cara, nada de moral até aqui, apenas um exemplo de como opiniões desinformadas não acrescentam nada. Pelo menos em termos comparativos, sua ideia de uma produção enorma é claramente distante da verdade. Mas muuuuuito distante! Produção ENORME você pode ver na Broadway, ou em certos musicais do Rio de Janeiro e São Paulo, alguns poucos até chegam aqui. Mas na peça do G7? Hahahahahahahahaha... Faz-me rir. Fazemos o que podemos e se conseguimos te passar essa ideia obtivemos êxito em encher seus olhos.

    Mas vamos aprofundar. Olha, é fato que a nossa peça BUSCA passar várias mensagens, se não conseguimos atingi-lo aí já é uma outra questão, muito mais ligada ao entendimento do texto em si e não apenas a negação das entrelinhas do mesmo. Muitas pessoas se manifestam por e-mail e até nas ruas, pessoalmente, dizendo maravilhas sobre como as nossas peças fazem suas vidas melhores. Especificamente em relação a peça do Casamento, muitos já me contaram que até repensaram relacionamentos, divorciaram-se e até hoje já tivemos 3 pedidos de casamento no palco. Ou seja, se isso não é participar da vida e do futuro de um casal de maneira significativa, pelo menos da sua história, o que é? Falar sobre a masturbação mental de si mesmo enquanto tenta interpretar textos que sequer entende de clássicos da literatura? hehehehe... É engraçado cara, pra mim é até patético esse pensamento.

    Agora, me chamar de sexista? Dizer que somos sexistas é, com todo perdão da minha ousadia, ignorância de vossa parte. Vamos voltar a UnB?

    Vamos! Minha tia, Lourdes Bandeira, é diretora do Departamento de Sociologia da UnB (não sei se ainda é, mas se não é deveria ser para sempre! Te amo tia!). É, além disso, uma das mulheres mais destemidas e destacadas no meio acadêmico e na defesa da mulher em suas várias lutas contra o sexismo e o machismo histórico. Engraçado cara, se você ver o currículo dela, o respeito que os movimentos feministas têm com ela, a cultura que ela tem bicho, e ela adorou a peça... Vai dizer que ela não sabe o que é sexismo? Melhor segurar essa besteira dentro de você! Acredite, se tivesse alguma coisa realmente sexista - claro, ela não é perfeita, mas é ferrenha defensora do respeito a mulher - eu acho que ela teria reclamado comigo - quando teve ela sempre reclamou e sempre ouvimos e muitas vezes até mudamos a peça. Então assim, não pense que somos imbecis falando merda, mais uma vez te digo que temos uma base segura, uma pesquisa com mulheres e homens, revisão do texto, teatro profissional contemporâneo, não sei se lhe é familiar. Se você gostou ou não, aí é outro problema que não posso discutir, mas não rotule algo que não é unânime, isso não ajuda, não informa, apenas coloca sua opinião como algo certo, estabelecido, e isso não é verdade. É apenas a sua opinião - que não me parece lá essas coisas também...

    Gostaria de aproveitar este momento para avultar uma parte do seu comentário. Você pede com toda "humildade" que a gente:

    "...tenham um posicionamento mais preocupado com seres humanos e com a construção de um mundo melhor, como vocês e as torcidas do mundo inteiro falam. Calma, meu caro... Você lida com gente! E falo aqui da entrevista... No teatro, vocês tem um público cativo (grande, como você mesmo menciona). Isso é ótimo, acredito que atores devam querer isso. Aqui, para o jornalismo, há tanta gente a quem isso tudo chega... não abro: acho absurdo mesmo".

    Pena que só o Guilherme - desta vez sim quis que publicasse - respondeu até agora. Mas caro Guilherme, veja o tamanho DA MERDA que você escreveu. Você acha que não tenho preocupação com seres humanos? Com que base você fala isso cara? Tá doidão? "Você lida com gente!". Não me diga? Eu já estou lutando, todos os dias, para construir um mundo melhor. Quem é você para questionar o meu método? Qual o seu método? Diga, quanto mais pessoas saibam melhor pro mundo, concorda? Por que você se acha melhor do que eu na forma de melhorar este mundo? O que o distingue? Diga! Quero saber. Quero saber quando faltei com respeito com as pessoas e meu público, em que momento eu agi da maneira louca e estapafúrdia que você induz a entender, pelo contrário! Quase fiquei puto contigo agora bicho, mas passou já. :) Vou desconsiderar isso que você disse para não deixar sua energia me contaminar, hoje estou muito feliz e pretendo continuar assim. Oka?

    Vamos adiante. Você não quer comentar o orgulho hetero - piada velha é? hehehe - e por se reprimir desta maneira fico eu aqui sem nenhum argumento plausível que possa ser rebatido, apenas uma opinião, mais uma... E uma muito negativa, por sinal. Você por acaso acha que nós prejudicamos o mundo por fazermos a nossa arte? E o que você acha "absurdo mesmo"? Li e reli e não consegui entender. Eu vou te dizer o que eu acho absurdo mesmo: pessoas que se acham melhores que os outros e por isso saem por aí dizendo como devemos ou não nos comportar, sob pena de sermos os que vão "desvirtuar" a sociedade. Pessoas velhas e tristes, não de idade, velhas de pensamento, como você. Pessoas que não conseguem aceitar um teatro que além de pesquisado, bem feito e com mensagens, é sincero e lota teatros. Sim, lota os teatros porque é feito com amor. Não porque falamos merda, não somos imbecis - lembra? E se eu fiz teatro por amor e com amor até hoje não foi pra ganhar dinheiro, comprar meu apartamento, meu carro, nunca pensei em nada além de mudar o mundo. Sim, pasme! Mudar o mundo!

    O objetivo-fim da minha vida é mudar o mundo com o teatro e eu vou conseguir amigo, já estou conseguindo. Pode ter certeza que o seu pedido será AMPLAMENTE IGNORADO, por se tratar de um pedido vazio. Eu faço muito mais do que você imagina para a "gente" com quem eu estou lidando. Mais do que você até, talvez, vai saber... Não me contou nada da sua história. Diga-me, caro Guilherme, quais as suas contribuições para um mundo melhor feitas até agora?

    Mudando de assunto, devo fazer aqui uma crítica construtiva. Eu acho que ficaria triste em ver um texto tão mal escrito e de árduo entendimento feito por um jornalista - É isso que você é? Um jornalista? Conheço muitos bons jornalistas também, e muitos deles acham que a maneira como lidamos com o público e com a imprensa é notável, inclusive grandes veículos de mídia já nos convidaram a entrevistas bastante difíceis de se conseguir. Por que conseguimos? Porque nosso empenho é sincero, é com o riso, com a reflexão, com a sociedade, com o teatro, com a verdade, a nossa verdade. E principalmente, no meu caso, com o português. A fluência das ideias por meio das palavras em um texto, isso não deveria ser uma das prioridades do jornalismo? Não sei se estou divagando, mas "ficadica": temos ótimos cursos para aprimoramento de redação meu caro, alguns são até baratinhos.

    Por fim, a cereja do bolo: "Por isso fico triste: quando vejo queridos realizadores da maior importância se fudendo para tirar merrecas daqui e dali, empenhando e desgastando suas próprias vidas em produções com um objetivo-fim. O de transmitir, de comunicar, de fazer mudança."

    Amigo, eu também desgasto minha vida em produções com objetivos-fim (um só não que é pouco). Transmitir, comunicar, fazer mudança. Tudo que você não gosta! O nosso teatro é de mudança, não é um teatro do passado, escrito por mortos, encenado por incompetentes que não atraem público e não dão dinheiro sequer para comer. Se fudendo estão os que se acham melhor que os outros, que acreditam que O SEU É O ÚNICO E VERDADEIRO TEATRO QUE SE COMUNICA - para quem? Teatros vazios? - QUE TRANSMITE - Transmite o quê bicho? Uma mensagem você quis dizer? A gente também! - DE FAZER MUDANÇA - Que mudança seus amigos "queridos e da maior importância" estão fazendo que ninguém tá vendo? Quem deu essa importância pra eles além de você? Sabe um cara que fez mudança: Steve Jobs. Claro que muitas pessoas sofrem e são até injustiçadas na vida, mas dizer que por isso mesmo são melhores que os outros é temerário. Na pior das hipóteses, somos todos iguais na nossa arte, não existe hierarquia, não faço religião. Aceite isso, eu te peço, "humildemente".

    Quem está se fudendo para tirar merrecas daqui e dali precisa repensar sua vida, se organizar, trabalhar mais, procurar empresas patrocinadoras, pedir dinheiro pro governo, enfim, SE VIRAR. Vivemos em um mundo capitalista meu caro, se você não percebeu isso ainda se aposenta porque não tens capacidade para informar ninguém dignamente. Precisamos comer, ter qualidade de vida para inclusive criar mais. Se certas pessoas não dão sorte ou acham que fazem produções melhores que as minhas porque não levam pessoas ao teatro e não ganham recursos, acho que quem precisa repensar o "meta-teatro" não somos nós, e sim essas pessoas. Nossas atividades têm, TODAS SEM EXCEÇÃO, objetivos-fim maiores do que fazer rir, e ainda que fosse apenas isso, já seria um objetivo muito nobre no mundo de hoje. Mas não é! Talvez se você reler o texto que coloquei antes e se informar um pouco mais sobre a nossa história verificará que, ao nosso modo, falamos de nossas experiências de vida e buscamos tirar ensinamentos para o nosso público. Ensinar é uma palavra que vem do latim, ensignar, que significa: deixar uma marca. É isso que fazemos e continuaremos fazendo para amargurar mais ainda esta inveja e este senso ridículo e pseudo-intelectual de "injustiça" que acontece com os verdadeiros "artistas" desse país. Você está falando com um deles meu caro, não se deixe enganar.

    Bom, foi um prazer escrever novamente aqui. Daqui um tempo volto de novo. :) Antes de terminar gostaria de agradecer o carinho de Gerson e Cláudia Castro. Vocês me dão motivos para continuar, obrigado.

    Agora, caros estudantes que acompanham este portal, um aprendizado: quando você não tem o que falar, por favor, não coloque palavras na boca de outros. Argumento de autoridade aqui não neném! Pra que colocar o coitado do Tom Zé na história? Ainda mais dizendo o que ELE ACHARIA do meu teatro? O que ele acharia? Você acha certo e respeitoso fazer isso? E se saíssem por aí dizendo que você, Sr. Guilherme, ama o G7 e paga pau pra gente? Não pegaria bem, pegaria? Você já parou pra pensar na possibilidade de ele ter visto o G7 no Rio de Janeiro e ter gostado? E se ele, verdadeiro revolucionário que atrai muitas pessoas para contemplarem sua arte, for uma das minhas grandes inspirações ao realizar um teatro novo que recoloca a comédia no lugar que lhe é devido e rompe preconceitos de pessoas desinformadas e com opiniões ultrapassadas de que existe um teatro bom e outro ruim? Por que não posso buscar o diferente? Quem te garante que o Tom Zé não é um cara assim como eu, que estava insatisfeito com a forma como a música dita "popular brasileira" era feita e participou de vários movimentos que nos deram o que hoje é uma música mais atual, diferente e revolucionária? E quem te disse que não foi isso que aconteceu?

    Deus? O Diabo? "A Advogada que viu Deus, o Diabo e depois voltou para a Terra" estreia no primeiro final de semana de novembro hein, todos convidados!, lá no Teatro LaSalle. Ah, e sábado e domingo agora tem o último final de semana da peça "Manual de Sobrevivência ao Casamento", vocês não podem perder essa produção ENORME e muito divertida, com piadas INTELIGENTES e REFLEXIVAS sobre esta instituição tão bela e romântica. Deixo-os, com a mesma disponibilidade para o debate de sempre e com uma frase, esta sim dita DE VERDADE por Tom Zé: "É preciso haver pessoas como eu, porque, se não, os gênios chegarão lá e não terão nada para trabalhar!"

    Beijos

  • Link o comentário Gerson Quinta, 20 Outubro 2011 postado por Gerson

    ADOREI O RODOLFO TER VINDO PESSOALMENTE FALAR AQUI! Isso só mostra o respeito que ele tem pelo público e pelos universitários da UnB!!!!! Muito bom.... Fora que o cara escreve melhor que todo mundo aqui junto né! *** Ahhh não posso deixar de mandar um abraço pro Ro vérsio.... HAHAHAHA

  • Link o comentário Claudia Castro Quinta, 20 Outubro 2011 postado por Claudia Castro

    A publicação está ótima! A matéria não tem absolutamente NADA DEMAIS!!!! Mas os comentários estão geniais... estou adorando as discussões! Essas sim estão provocando reflexão e incomodando muita gente recalcada, frustrada e preconceituosa! Não era nenhuma fã do grupo, mas te juro que depois da bela resposta que o Rodolfo Cordón deu aqui, EU PASSEI A SER! Me aguardem nos próximos espetáculos pessoal, vc's ganharam uma nova espectadora! E quanto aos alunos do Campus, não se guiem pelas críticas maldosas, essas vão existir sempre e não valem se quer 1 segundo de preocupação... continuem estudando e se esforçando muito para fazer isso aqui acontecer! Beijos para todos inclusive pro Rovérsio... que vai ganhar um vérsio na peça do G7! ;)

  • Link o comentário Raphael Sandes Quinta, 20 Outubro 2011 postado por Raphael Sandes

    O tema da matéria é descontraído, os entrevistados também. Pra mim, é justificável a abordagem escolhida pelo repórter. Não vi problema nenhum! Porém, achei a pauta um pouco fraca e não senti muito empenho dos entrevistados. Mas, normal para um jornal laboratório, em que você pode e deve testar. Enfim, no geral, eu curti.

  • Link o comentário Guilherme Quinta, 20 Outubro 2011 postado por Guilherme

    Prezadíssimo Rodolfo.

    Como disse em meu comentário, o que escrevi era dirigido à editoria. Mas já que foi publicado, é importante que retrate minha opinião, já que você fala diretamente comigo.

    Acho ótimo você ter se manifestado. Gostaria de dizer-lhe que conheço, em parte, o trabalho de vocês. Sinceramente, a informação de que não sou um frequentador assíduo dos espetáculos do G7 confirma. No entanto, conheço (e gosto) do espetáculo que levou vocês a este Olimpo muito bem descrito em seu texto, com números e dados de formação. A história dos concursos públicos é magnífica (destaco, inclusive, uma personagem que Benetti faz brilhantemente, a secretária do último ato - faz muitos anos que vi e não me esqueci). Assisti também a este último, para o qual você me convida aqui. Mas desse, nem trago lembranças, a não ser de uma produção ENORME e de piadas de cunho sexista demais para nossa geração.

    Bem, o motivo pelo qual replico é outro. Não venho aqui provar que conheço vocês - Brasília já os conhece. Quero pedir, com muita humildade, que tenham um posicionamento mais preocupado com seres humanos e com a construção de um mundo melhor, como vocês e as torcidas do mundo inteiro falam. Calma, meu caro... Você lida com gente! E falo aqui da entrevista... No teatro, vocês tem um público cativo (grande, como você mesmo menciona). Isso é ótimo, acredito que atores devam querer isso. Aqui, para o jornalismo, há tanta gente a quem isso tudo chega... não abro: acho absurdo mesmo.

    Não falo de posicionamento com orgulho hetero (isso é tão velho e triste que prefiro não comentar). A maneira como se fala de teatro em Brasília, sobretudo depois de ler seu comentário, me deixa bastante triste. Parafraseando o grandioso e inspirador Tom Zé, diria que, aos meus olhos, o "seu teatro" parece-me dito como um meta-teatro, que engole todas as outras produções no momento em que é feito e que falam sobre. Por isso fico triste: quando vejo queridos realizadores da maior importância se fudendo para tirar merrecas daqui e dali, empenhando e desgastando suas próprias vidas em produções com um objetivo-fim. O de transmitir, de comunicar, de fazer mudança.

    A propósito, antes que pense que tenho mesmo inveja, sou apenas um entusiasta das boas produções, independente do gênero e do patrocínio (se Governo Federal ou grupo Brasal, não importa.)

  • Link o comentário Guilherme Quinta, 20 Outubro 2011 postado por Guilherme

    Prezadíssimo Rodolfo.

    Como disse em meu comentário, o que escrevi era dirigido à editoria. Mas já que foi publicado, é importante que retrate minha opinião, já que você fala diretamente comigo.

    Acho ótimo você ter se manifestado. Gostaria de dizer-lhe que conheço, em parte, o trabalho de vocês. Sinceramente, a informação de que não sou um frequentador assíduo dos espetáculos do G7 confirma. No entanto, conheço (e gosto) do espetáculo que levou vocês a este Olimpo muito bem descrito em seu texto, com números e dados de formação. A história dos concursos públicos é magnífica (destaco, inclusive, uma personagem que Benetti faz brilhantemente, a secretária do último ato - faz muitos anos que vi e não me esqueci). Assisti também a este último, para o qual você me convida aqui. Mas desse, nem trago lembranças, a não ser de uma produção ENORME e de piadas de cunho sexista demais para nossa geração.

    Bem, o motivo pelo qual replico é outro. Não venho aqui provar que conheço vocês - Brasília já os conhece. Quero pedir, com muita humildade, que tenham um posicionamento mais preocupado com seres humanos e com a construção de um mundo melhor, como vocês e as torcidas do mundo inteiro falam. Calma, meu caro... Você lida com gente! E falo aqui da entrevista... No teatro, vocês tem um público cativo (grande, como você mesmo menciona). Isso é ótimo, acredito que atores devam querer isso. Aqui, para o jornalismo, há tanta gente a quem isso tudo chega... não abro: acho absurdo mesmo.

    Não falo de posicionamento com orgulho hetero (isso é tão velho e triste que prefiro não comentar). A maneira como se fala de teatro em Brasília, sobretudo depois de ler seu comentário, me deixa bastante triste. Parafraseando o grandioso e inspirador Tom Zé, diria que, aos meus olhos, o "seu teatro" parece-me dito como um meta-teatro, que engole todas as outras produções no momento em que é feito e que falam sobre. Por isso fico triste: quando vejo queridos realizadores da maior importância se fudendo para tirar merrecas daqui e dali, empenhando e desgastando suas próprias vidas em produções com um objetivo-fim. O de transmitir, de comunicar, de fazer mudança.

    A propósito, antes que pense que tenho mesmo inveja, sou apenas um entusiasta das boas produções, independente do gênero e do patrocínio (se Governo Federal ou grupo Brasal, não importa.)

  • Link o comentário Rodolfo Cordón Terça, 18 Outubro 2011 postado por Rodolfo Cordón

    Bárbara Cabral, eu vou te dizer porque a academia "artística" está furiosa: porque acham barbáries certas verdades...

    Eu sou Rodolfo, sócio-fundador do G7, dou aula de teatro no Curso de Teatro do G7, tenho alguns prêmios de teatro nacionais, escrevi, dirigi e encenei mais de 20 espetáculos em 10 anos de carreira por todo país - Rio de Janeiro, São Paulo e muitas outras cidades. Acabo de lançar um DVD da peça "Como Passar em Concurso Público" - que sozinha já levou mais de 500 mil espectadores ao teatro. Vou parar por aqui para não pegar mal para o professor de ninguém. hehehehe

    Além disso sou bacharel em Direito pela UnB, meu pai é professor da UnB há muitos anos e eu um dia (já tenho projeto de mestrado pronto) eu SEREI professor da UnB porque amo a instituição e a respeito desde criança. Cresci lá, nos pátios amplos da Faculdade de Ciências da Saúde, e depois me tornei um aluno muito feliz na FA, no ICC - principalmente o norte - menos nos pavilhões - muito quente.

    Muitos professores do Direito, INCLUSIVE O EMÉRITO E DIGNÍSSIMO REITOR DESTA INSTITUIÇÃO (amigo que também foi meu professor, abraço Zé!) nutrem grande respeito e admiração pelo meu trabalho. Alguns prestigiam constantemente. "Grupo"? Sim, um grande grupo (GG).

    Por estas razões decidi escrever um pouco aqui. Porque admiro a UnB, porque não foi dita nenhuma barbárie, nenhum absurdo, apenas tivemos senso de humor e fomos sinceros com o que vivemos. Mais ainda, porque é meu dever informar aos incautos que não somos apenas uns imbecis falando merda. Estamos construindo nossa carreira ainda, estudamos, pesquisamos e trabalhamos muito, aprendemos mais e mais a cada dia e não nos consideramos mais que ninguém. Mas não somos imbecis. E não estamos falando merda.

    Precisamos desmistificar essa ideia de que comediante no Brasil precisa ser idiota ou imbecil. Nada disso, temos verdadeiros gênios, cultos, esses sim grandes intelectuais, que construíram suas carreiras com muito trabalho e superaram o preconceito - idiota - com sucesso, visibilidade e um grande legado. Comediantes, artistas sim, em igual importância com qualquer outro artista, poeta, escultor, sem preconceitos, sem degraus de cultura e não cultura, porque no final das contas, prevalece o que é bom e é isso o que realmente importa. Não faço entretenimento, faço arte. Ninguém tem autoridade maior do que a minha para dizer o contrário.

    Outra: o humor não precisa ter um alvo. Não tem que ser agressivo, aliás, eu sempre fiz humor sem agressão - ou tente, tem gente que se ofende com tudo! - É motivo de orgulho saber que não agredimos ninguém e ainda ouvimos certas lamentações agressivas vindas de quem se diz com a "razão". Cadê a sensibilidade do artista?

    Na verdade eu nem precisaria escrever nada aqui. Mas eu não poderia perder a oportunidade de dar mais uma cutucadinha nesse povo tão bonito e "revolucionário" que habita o campus.

    Tem gente que acha bonito apresentar-se para ninguém, viver em constante jejum e continuar a eterna masturbação mental ao redor do nada. Você já viu o número de alunos que entram Artes Cênicas na UnB? Já viu quantos chegam a se formar? As pessoas estão migrando para outras formas, diferentes, de se descobrir e viver a arte. Eu mesmo tenho 16 alunos de teatro. Obrigado por isso UnB! :) Chegou o momento, talvez, da academia se despir desses preconceitos ultrapassados e aceitar a nova era que avulta no horizonte, senão vai entrar em uma decadência definitiva e sem volta. Não quero! Quero que a UnB seja cada vez melhor para me receber professor em alto nível. :)

    Agora recadinhos pessoais (adoro!):

    Espero formar a opinião dos teus filhos, querido Andre Pessoa, para que não cresçam amargos como você. Energia alfa!

    E quanto ao Sr. Guilherme, não tenha medo de criticar, mas publique e assuma sua opinião reacionária, pra que ter medo? Quer conversar comigo? Estou à disposição. Pode digitar no google: G7 que aparece o meu site. Ah, vou facilitar: www.simplesmenteg7.com. Aproveita e se informa das peças! Tá convidado a assistir no final de outubro o último final de semana da peça "Manual de Sobrevivência ao Casamento", mas compra o ingresso antecipado que na hora não tem, tá?

    Um pouco de senso de humor faz bem para uma entrevista com comediantes, concorda? Faz sentido?

    Lamentável é a crítica vazia, sem fundamento, sem conhecimento do nosso trabalho, sem sequer um pouco de sensibilidade. Uma fúria injustificada, posso apenas supor que se trata de inveja, vontade de aparecer ou mesmo amargura, solidão... Sei lá! :P

    Agradeço de coração todos que foram respeitosos e carinhosos com a nossa entrevista - e o repórter, coitado - vocês nos dão muitos motivos para continuar!

    Luana Proença, a gente não disse que só faz rir, a gente diz que faz as pessoas felizes e promove uma reflexão. Pelo menos a gente tenta, melhor que muitos enrustidos que existem por aí. Discordo de você. Achei a reportagem muito feliz, feliz até demais! hehehehe E outra, qual o problema com orgulho heterossexual? Você ficou preconceituosa agora? Beijos!

    Rovérsio, seu nome está ao contrário. Hahahahahaha Rovérsio, depois eu faço um vérsio pra você! hahahahaha... Brincadeira bicho, paz e amor aí! Adorei esse nome, vou usar na próxima peça.

    A vida é curta pessoal. Curta a vida! Nós, os "artistas", estamos à disposição para mais entrevistas viu? E se os ARTISTAS daí quiserem debater comigo será um prazer.

  • Link o comentário Márcia Alves Terça, 18 Outubro 2011 postado por Márcia Alves

    Nossa, como eu amo o G7, eles são autênticos, não tem medo de falar NADA, eles são assim mesmo, simplesmente G7!!!!!
    Amooooo!!!! Que povo besta, que fica reclamando, parece até que são do governo da ditadura dos anos 70!!! kkkkkkk

  • Link o comentário Eduarda Fernandes Terça, 18 Outubro 2011 postado por Eduarda Fernandes

    Adorei a matéria, muito engraçada e se não fosse não seria o G7.... Eu adoro o grupo e eles são ótimos! Quem não quer humor vai ver o jornal policial!!!!!!!!

  • Link o comentário Vera Santos Terça, 18 Outubro 2011 postado por Vera Santos

    O que as pessoas esperam do G7?
    HUMOR!

    Muito bom!

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