Reitoria culpa cortes de mais de R$ 100 milhões no orçamento e afirma que busca alternativas para não precisar demitir funcionários

 

A crise chegou à UnB. Se o Brasil convive há pelo menos cinco anos com queda na arrecadação e baixo crescimento econômico, nas universidades a situação não é diferente em 2017.

Seguidos cortes e contingenciamentos orçamentários dos governos Dilma Rousseff e Michel Temer na área de educação levaram a uma situação grave, em que as administrações das instituições se veem obrigadas a achar formas de diminuir os gastos - e isso não necessariamente agrada à comunidade universitária.

Na UnB, uma comissão foi criada pela reitora Márcia Abrahão - em seu ato nº 1 de 2017 - para buscar formas de combater a perda orçamentária, que só neste ano passa dos R$ 100 milhões, segundo o Decanato de Planejamento, Orçamento e Avaliação Institucional (DPO).

A comissão, logo no início dos trabalhos, já indicou a possibilidade de demitir mais de 300 funcionários terceirizados, responsáveis, dentre outros serviços, por segurança, limpeza e portarias.

O anúncio assustou a comunidade universitária. No dia 7 de junho, servidores técnico-administrativos, professores e estudantes realizaram um ato contra as demissões no Ceubinho, criticando a opção da reitoria de combater o problema demitindo funcionários.

Nele, representantes das três entidades acadêmicas - Associação de Docentes (ADUnB), Sindicato dos Servidores (Sintfub) e o Diretório Central dos Estudantes - rejeitaram categoricamente essa opção.

Veja aqui como foi o ato.

O Campus Online foi ao DPO escutar a reitoria e as explicações para a possibilidade de demissões. Denise Imbroisi, decana do órgão, culpou os cortes de verbas, que ultrapassam os R$100 milhões. Ela também afirmou que o número de demissões não está fechado e pediu união da comunidade universitária para enfrentar esse momento. Clique aqui e leia as informações completas da entrevista.