Foto Thays Martins

Intervenções na UnB

Casos de assédio acontecem quase que diariamente na Universidade de Brasília (UnB). Nas últimas duas semanas, diversas estudantes relataram abusos sofridos dentro do campus Darcy Ribeiro, principalmente nos banheiros femininos. Nas denúncias, foi relatado que os agressores entravam no local e, ao serem repreendidos, afirmavam que haviam confundido o banheiro feminino com o masculino. As estudantes alertaram umas às outras através de mensagens em redes sociais, como o WhatsApp e o Facebook.

 

Avisos que foram espalhados em grupos de Whatsapp

O vice-coordenador do departamento de segurança da UnB, Maurício Sabino, afirma que os dois responsáveis por esses  ataques recentes nos banheiros femininos já foram identificados e que medidas como monitorar o deslocamento desses alunos dentro do campus e aumentar a segurança já estão sendo tomadas. Um dos estudantes sofre de transtornos psicológicos, o que foi apontado como uma das possíveis causas desse comportamento.

Maurício acredita que um maior envolvimento do Decanato de Assuntos Comunitários (DAC) no caso é necessário e que o órgão deveria oferecer ao estudante opções de tratamento psicológico e psiquiátrico. “Na verdade quem tem que tomar uma atitude mesmo é o DAC, visto que a UnB não tem ainda um regimento ético de como punir este aluno”. O vice-coordenador também reforça que, caso o tratamento não se mostre efetivo, é necessário que sejam tomadas providências mais severas como, por exemplo, uma suspensão ou até mesmo uma expulsão.

Esses casos, contudo, não são isolados e tampouco incomuns dentro da Universidade. É o que mostra uma pesquisa feita virtualmente pelo Campus Online com 307 mulheres que frequentam a UnB. De acordo com os dados, cerca de 80% das entrevistadas admitiram ter medo de serem assediadas no ambiente universitário.

A pesquisa também mostra que 31,3% das  entrevistadas afirmam já ter sofrido assédio sexual dentro da UnB. Esse número cresce quando perguntadas se conhecem alguém que já sofreu assédio, chegando a 47,6%. Dentre os apontados como agressores, os professores ocupam o primeiro lugar, seguidos dos estudantes.

 

 

 

 

Gráficos: Ana Cláudia Gonçalves

É difícil encontrar lugares na Universidade em que não tenham sido relatados casos de assédio. A maioria deles, de acordo com a pesquisa feita pelo Campus, ocorreram em salas de aula, no banheiro e no Instituto Central de Ciências (ICC).

Confira no mapa:

https://www.google.com/maps/d/viewer?mid=1JMORZqliVO4yVYVjL01OVNIDZ98&ll=-15.762643793782283%2C-47.86750625000002&z=15

 

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