Gisele Bündchen sempre é notícia. De calcinha e sutiã, então, é impossível não notar a moça. A polêmica da propaganda da marca de lingerie estrelada pela top model incomodou até o governo federal. A Secretaria de Políticas para Mulheres pediu ao Conar (Conselho Nacional de Autorregulação Publicitária) a suspensão da campanha comercial “Hope Ensina”. No vídeo Gisele dá notícias nada agradáveis ao marido, como “estourei o cartão de crédito” e “a mamãe vem morar com a gente”. No primeiro take, Gisele, com roupa, mostra certo pesar ao contar a notícia. Errado, taxa a propaganda. Depois, a top model aparece só de calcinha e sutiã e conta a mesma novidade usando e abusando do requebrado e da simpatia. Agora, sim, certo! A propaganda acaba com a frase emblemática: “Você é brasileira, use o seu charme”.
A suspensão da propaganda foi comemorada pelo pessoal do politicamente correto. Já os menos conservadores falam em censura. Eu, como boa brasileira, acredito que, sim, somos as mulheres mais bonitas do mundo. Mas não é pela bunda, nem pelo requebrado. A mulher brasileira precisa entender o seu valor – e ele não está apenas no quadril. A campanha realça o velho estereótipo da mulher brasileira e só. Errado o comercial? Acredito que não. Ela só refletiu uma idéia machista impregnada na cabeça de homens e mulheres brasileiros ou não. Só poderia ter sido mais inteligente ao invés de explorar conceitos tão batidos. E olha que a bunda da Gisele Bündchen nem é lá essas coisas.
