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Universidade de Brasília

Festivais universitários são chances para novos artistas

Paloma Suertegaray

 

Bandas universitárias de vários estados brasileiros trarão novos sons para o próximo Festival Universitário de Música Candanga (Finca). O evento, originalmente interno da UnB, chega à décima terceira edição com a proposta de tornar-se competição interestadual. Incluirá primeira fase entre bandas brasilienses, cuja vencedora concorrerá depois com grupos indicados por outras universidades. Segundo Lucila Souto, encarregada da Diretoria de Esportes, Artes e Cultura (DEA) da UnB, está previsto que o festival aconteça entre os dias 7 e 12 de novembro no Centro Comunitário Athos Bulcão.

Souto anunciou que o edital do Finca será lançado no início de outubro, dentro da Semana Universitária. As regras continuam as mesmas: cada Centro Acadêmico (CA) escolhe a banda que o representará. Esta deve ter pelo menos um estudante da universidade entre os integrantes. Grupos de outros estados estão sujeitos à mesma condição e devem ser selecionadas publicamente pela própria universidade. A UnB não cobrirá gastos de viagem e estadia. “O festival tem o objetivo de incentivar a criatividade e valorizar o artista jovem, na UnB e em outras universidades”, afirma Souto sobre a importância do evento.

Laboratório musical

Shows e eventos internos como o Finca permitem que novas bandas tenham espaço para divulgar o trabalho. É a opinião de Felipe Rodrigues, baixista da banda Rádio Central, inteiramente formada por alunos da UnB. “Muito gente com talento não é reconhecida porque não tem oportunidade de tocar. Nas apresentações na UnB é possível criar um vínculo próximo com o público porque são pessoas que vemos no dia a dia”, diz o músico e estudante de geofísica. A Rádio Central, vencedora de vários festivais, nunca participou do Finca, mas pretende inscrever-se este ano.

A banda Molécula Tônica tocou nas edições do festival de 2008 e 2010 e quer se apresentar na próxima também. Vinicius Campos, baixista, concorda que tal oportunidade tem impacto positivo na carreira da grupo. “A premiação incentiva, é bom ter o feedback do público e valorizo muito o contato com outras bandas”, comenta. Porém, contrapõe que a falta de verbas pode prejudicar o evento. “As aparelhagens fornecidas às vezes restam da qualidade dos shows”, explica Campos.

Divulgação

Banda Molécula Tônica em apresentação no Instituto de artes. Os integrantes são da UnB e de outras universidades do DF.

 

Mesmo perante desafios, a universidade é ponto de partida para novos artistas há décadas. Nomes da música hoje famosos têm a UnB como parte da história. Integrantes de Legião Urbana, Capital Inicial e Plebe Rude foram estudantes e inclusive costumavam reunir-se na Colina do campus Darcy Ribeiro para fazer música. Para Rodrigues, conviver na UnB permite que a banda se encontre periodicamente – a Rádio Central inclusive ensaia no CA de Letras todo fim de semana. Festivais e eventos internos constituem um circuito alternativo que dá lugar a propostas de bandas que fogem do estilo comercial, opina Rodrigues. Segundo ele, este espaço foi conquistado pelas bandas universitárias em conjunto: “há companheirismo porque todas lutam pelo mesmo ideal de ganhar reconhecimento”.

Divulgação

A banda rádio central, formada em fevereiro deste ano, já se apresentou em vários festivais.


 

Contatos:

  • Rádio Central Facebook e Canal do Youtube
  • Molécula Tônica: Perfil no Toque Brasil e e-mail: CLOAKING / tel: : Vinícius – (61) 92798301

Serviço:

O edital será lançado no site do DEA http://www.dea.unb.br

Telefone: (61) 3107- 6796. O evento do FINCA é organizado pelo DEA e o Serviço Artístico Cultural do Decanato de Extensão da UnB.

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Terça, 04 Outubro 2011

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