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Universidade de Brasília

Bolsa federal não é cumulativa com auxílio-permanência da instituição

Hermano Araújo

Ministério da Educação lança o próprio programa de permanência para estudantes de graduação de universidade federais, em paralelo aos benefícios ofertados por cada instituição. Na Universidade de Brasília (UnB), o programa será articulado pelo Decanato de Assuntos Comunitários e aplicado pela Diretoria de Desenvolvimento Social (DDS).


Divulgado pelo MEC em nove de maio, o Programa de Bolsa Permanência (PBP) concederá o auxílio financeiro de R$400 a estudantes de universidades federais que possuam renda familiar per capta menor que um 1,5 salário mínimo e estejam matriculados em cursos de graduação com carga horária média maior ou igual a cinco horas diárias, como é o caso de Medicina e Engenharia Mecatrônica.

 

A bolsa é principalmente destinada a estudantes de cursos de maior carga horária e que “dificilmente poderão complementar a renda familiar com seu próprio trabalho”, como explicou o ministro Aloizio Mercadante durante o lançamento do programa.

Alunos indígenas e estudantes quilombolas de povos reconhecidos pelo Estado receberão o auxílio de R$900, sem que haja limite de renda familiar e restrição de curso.

 

 

Hermano Araújo

Danusa Lisboa, aluna do sexto semestre de agronomia, é da comunidade quilombola Mesquita - próxima à Cidade Ocidental, no Entorno. Estudantes quilombolas e indígenas têm direito à bolsa permanência do MEC sem restrição de renda e curso

 

Na UnB, a Diretoria de Desenvolvimento Social, que administra os programas de permanência da universidade, será responsável por homologar o cadastro dos alunos no MEC, iniciados no portal do programa (permanencia.mec.gov.br).


A bolsa não é acumulável com o auxílio permanência já oferecido pela universidade. Porém, poderá se adicionar com outras modalidades de auxílios oferecidos pela própria instituição, como bolsas de pesquisa, de extensão, de monitorias ou dos programas de educação tutorial e os auxílios para transporte e alimentação.


Entretanto, os estudantes têm direito de migrar entre o programa da universidade e o do MEC. A diferença entre ambos é que o último não exige contrapartida dos beneficiados, como atualmente funciona o programa da UnB, em que os alunos que recebem o auxílio permanência devem cumprir 12 horas semanais em projetos internos da universidade.


Procuramos os estudantes que já recebem auxílios do DDS para saber quais são as principais dúvidas sobre a nova bolsa:



 

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Terça, 21 Maio 2013